Reconciliar-se com a própria história
- Sophia Eugênia Vieira

- 24 de out. de 2023
- 1 min de leitura
Atualizado: 27 de abr.

Este post encerra a série em que elenquei alguns dos principais ganhos de um processo psicoterapêutico #terapiaporquê
Não foi proposital tê-la deixado por último, mas, agora, pensando bem, sinto que a reconciliação com a própria história de vida remete a uma despedida, uma condensação, um luto. Luto pelo que foi idealizado e não realizado, luto pelo que não pôde ser vivido, pelas faltas e pelos excessos, principalmente estes.
Também remete ao respeito próprio, respeito pelas escolhas que foram possíveis, por versões anteriores de si mesmo, mais imaturas. E, neste ponto, podemos incluir humor. Reconciliar-se consigo mesmo nos permite passear mais livremente pelas memórias e rir de si mesmo de vez em quando.
A terapia se coloca como espaço de apoio para pensar pensamentos que não puderam ser pensados, para sentir emoções que não puderam ser sentidas. Para integrá-los, como quem tece e costura.
Pode levar tempo. Para que alguns fios se entrelacem, outros precisam ser criados. Tecer-se é sofisticadíssimo, mas é artesanal.


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