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  • Sophia Eugênia Vieira
  • 24 de out. de 2023

Atualizado: 27 de abr.



Este post encerra a série em que elenquei alguns dos principais ganhos de um processo psicoterapêutico #terapiaporquê

Não foi proposital tê-la deixado por último, mas, agora, pensando bem, sinto que a reconciliação com a própria história de vida remete a uma despedida, uma condensação, um luto. Luto pelo que foi idealizado e não realizado, luto pelo que não pôde ser vivido, pelas faltas e pelos excessos, principalmente estes.

Também remete ao respeito próprio, respeito pelas escolhas que foram possíveis, por versões anteriores de si mesmo, mais imaturas. E, neste ponto, podemos incluir humor. Reconciliar-se consigo mesmo nos permite passear mais livremente pelas memórias e rir de si mesmo de vez em quando.

A terapia se coloca como espaço de apoio para pensar pensamentos que não puderam ser pensados, para sentir emoções que não puderam ser sentidas. Para integrá-los, como quem tece e costura.

Pode levar tempo. Para que alguns fios se entrelacem, outros precisam ser criados. Tecer-se é sofisticadíssimo, mas é artesanal.

  • Sophia Eugênia Vieira
  • 1 de ago. de 2023

Para nos ajudar a lidar com as dores psíquicas inerentes às nossas perdas, frustrações, escolhas, imperfeições e limitações, a natureza nos dotou do sono para não termos que enfrentar a realidade o tempo todo.


Mas Freud uma vez disse que ainda mais importante que o sono, é o sonho. O sonhar é uma atividade elaborativa que nos ajuda a organizar e dar sentido às experiências vividas durante o dia, tanto as dolorosas quanto as prazerosas ou enigmáticas.


Biologicamente, o sonho é uma atividade mental que acontece enquanto estamos dormindo. Ele é consequência da ativação cortical que ocorre na fase REM, que acontece após três outras fases do sono. Ou seja, só sonhamos após o psiquismo estar bem “protegido” da realidade externa, após a terceira fase que corresponde ao sono profundo. Após “desligar-se” da realidade, o cérebro volta a ficar ativo como em vigília e, então, sonhamos.


Durante o sono, nossa censura interna diminui, permitindo que desejos e pensamentos mais sensíveis se manifestem simbolicamente.

Para a psicanálise, o sonho é uma das principais ferramentas de investigação e compreensão do inconsciente. Freud considerava os sonhos como "a estrada real para o inconsciente". Ele acreditava que os sonhos continham conteúdos simbólicos e significados ocultos que poderiam revelar e oferecer insights aos conflitos internos, desejos reprimidos e traumas não resolvidos.


E vc? Já teve sonhos repetidos?


Sophia Vieira

Psicóloga Clínica - crp 06/110685

Psicoterapia presencial e on-line

(61)98212-8900

  • Sophia Eugênia Vieira
  • 1 de ago. de 2023

Estamos no TERCEIRO post desta série e o benefício que quero trazer é a capacidade de acolhermos sem desespero nossos próprios sentimentos.

Quando nascemos, inauguram-se em nós uma infinidade de sensações corporais. Aos poucos, essas estranhas sensações nos vão sendo nomeadas e, além de identificá-las, passamos a reconhecer o que vem de dentro, o que vem de fora, o que sou eu, o que é o outro. Ganhamos bordas.

Mas nem sempre a formação deste esquema corporal é suficientemente bem sucedida, e além disso, contamos com repressões culturais que dificultam o reconhecimento de alguns sentimentos em nós.

Como humanos que somos, naturalmente estamos sujeitos a sentir raiva, culpa, medo, inveja, desejo, nojo, tristeza... A melhor forma de assumir algum controle e deixá-los ir embora é entrando em contato com nossos estados de mente. Na terapia passamos a melhor tolerar sentimentos ambivalentes e conflitivos, em nós e nos outros.

Nos tornamos mais livres para sentir, assumindo as responsabilidades que nos cabem, devolvendo as que não.


Sophia Vieira

Psicóloga Clínica - crp 06/110685

Psicoterapia presencial e on-line (61)98212-8900

Psicologia Online por Sophia Eugênia Vieira

Contato: (61) 98212-8900

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