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O mundo que habita em mim

  • Foto do escritor: Sophia Eugênia Vieira
    Sophia Eugênia Vieira
  • 9 de set. de 2022
  • 1 min de leitura

Há uma ideia interessante mas controversa sobre nossa percepção do mundo e das coisas. Para Melanie Klein, as coisas existem dentro de nós primeiro para que só depois possamos concebê-las fora, como algo externo, real e independente. E não o contrário.

Na medida em que nos desenvolvemos, vamos reconhecendo os objetos externos a partir de nossas expectativas, identificações e projeções sobre eles; e tomamos contato com aquilo que faz ressonância em nós.


Enquanto habitamos o mundo, um “mundo” também nos habita. Há o mundo compartilhado, e há o mundo interno de cada um.

Por isso, a verdade absoluta das coisas será sempre inacessível, sempre um semblante.


Daí, aceitar que temos um mundo interno implica lidar com dúvidas, incertezas e imprecisões, além de responsabilizar-nos por nossos pensamentos e emoções. Ademais, é a única forma de crescer mentalmente e viver criativamente.

Bion dizia que a verdade é o alimento da mente, e esta busca pela verdade é infinita e se dá através do pensar.


Para ser capaz de pensar, é preciso tolerar a dúvida e a incerteza, conviver com meias verdades e mistérios, aprender a esperar.

Na espera, no silêncio e na solidão, somos obrigados a escutar a voz que vem de dentro.


Poder pensar as emoções e transitá-las é evolutivo. O maior e mais honesto exercício de liberdade.


Pensar sem atuar, esperando e contendo - como quem gesta - é um ato fecundo de criatividade, crescimento e apropriação de si.

O mundo que habita em mim saúda o mundo que habita em você.

 
 
 

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