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Haja hoje pra tanto ontem

  • Foto do escritor: Sophia Eugênia Vieira
    Sophia Eugênia Vieira
  • 27 de mar. de 2021
  • 1 min de leitura

Atualizado: 5 de dez. de 2021

Uma metáfora sobre crescimento mental me acompanha há bastante tempo e nunca perdeu o sentido. É a imagem de um espiral. Bem, há um furo em torno do qual estaremos sempre envoltos. De tempos em tempos voltamos a ele. Damos voltas e voltas, ampliando a circunferência, mas no fim estaremos sempre orbitando sobre o mesmo furo gravitacional.

Mesmo depois de anos de análise, muitas vezes nos depararemos com questões infantis quase ridículas. É assim. Análise é pra gente falar bobagem mesmo. Um pouco também pra perder o medo de ser ridículo, aceitar que, sim, somos todos ridículos.

Ninguém precisa fazer análise por tanto tempo. A gente faz análise pra viver melhor, não pra viver fazendo análise. Mas nós profissionais da saúde mental, mergulhados que estamos em nós mesmos, deveríamos. Afinal, somos nós mesmos nosso instrumento de trabalho. E porque sempre haverá novos sentidos. Fazer análise te permite mergulhar cada vez mais fundo. Depois voltar à superfície. E a cada mergulho ganhar mais fôlego.

Talvez, em resumo, análise seja pra isso, ganhar coragem e fôlego pra viver, apropriar-se da própria história e poder recontá-lá. Dói. A gente, literalmente, paga pra sofrer. Mas também pra ser livre. E liberdade não tem preço.

 
 
 

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