top of page
  • Sophia Eugênia Vieira
  • 24 de nov. de 2022

No momento em que nascemos somos invadidos por um excesso de novas sensações e ansiedades ante a novidade que se apresenta. Inauguram-se sensações corporais, fome, frio, luz, medo. De repente, aquela água que nos envolvia, acalmava, amenizava impactos e movimentos se esvai. Abruptamente a gravidade se apresenta, ela vem de baixo, e, pela primeira vez, podemos cair.


A ansiedade é uma resposta natural e importante para a preservação da vida. Porém, quando em excesso ou com demasiada frequência, pode causar grande sofrimento e sinalizar algo importante sobre nosso funcionamento psíquico que pede atenção.

Ela é uma defesa que nos impede de pensar e de lidar com situações complicadas. Com ela criamos algo mais urgente, e ocupando-nos da ansiedade, tamponamos angústias mais profundas, viscerais e importantes.

Quando este sentido de continuidade da vida é perdido, a terapia se coloca como alternativa para o reencontro com nosso ritmo de desenvolvimento, nossa capacidade de amar e sonhar, descosturando esse enredo que nos captura, tecendo novas narrativas sobre si mesmo.



Os Transtornos de Ansiedade incluem: Medos, ansiedades e angústias:

· No medo, aquilo que tememos é algo claramente identificável, como numa fobia à algo muito específico (fobia de andar de elevador, fobia à insetos);

· Na ansiedade propriamente dita, o objeto não está tão claro, como, por exemplo, na ansiedade de desempenho ante uma exposição ou entrevista;

· A angústia, por sua vez, pode se manifestar como um ataque de pânico, inesperado e sem motivo aparente.​


Quanto aos sintomas, eles se dividem em duas vertentes:

· A primeira é a psíquica (ou ideativa), no sentido de que somos invadidos por pensamentos, preocupações com o futuro e ideias de incapacidade;

· A segunda é a corpórea, com sintomas físicos como sudorese, sensação de falta de ar, hiperatenção aos incômodos corporais, alterações de sono e apetite, etc.

ree

Jamais deixaremos de sentir ansiedade, ela é necessária. Mas com o processo de terapia em andamento, é possível fazer dela uma aliada e amenizar o sofrimento improdutivo, para que possamos seguir em desenvolvimento. A ansiedade, quando não se dá frente a um perigo real, revela algo da verdade inconsciente do sujeito, sobretudo quando enigmática como na angústia. Por meio da terapia, nos tornamos mais conscientes de nossa realidade interna, nossos conflitos, limites, potencialidades e desejos. Nos tornamos mais livres para sentir, mais maduros para viver e fazer escolhas, assumindo responsabilidades.


Sophia Vieira - Psicóloga Clínica

CRP 06/110685 --- 📞(61) 99148-8582

  • Sophia Eugênia Vieira
  • 7 de out. de 2022

Chegamos em Brasília doídos por deixar o Chile. Depois de uns perrengues entramos no apartamento novo aliviados por finalmente poder iniciar o processo de acomodação. Era bagunça pra todo lado, caixas e mais caixas… e uma janela! Pela janela assistimos o florescer dos ipês rosa e amarelos, uma seca terrível que durou 3 meses e agora uma temporada de chuva. E os pores do sol mais espetaculares. Minha janela é moldura viva, me traz o mundo e o sonho, meu convite diário a viver. Me traz também esse por do sol que é a própria acomodação em si do dia que passou e se recolhe baixando lento. Por do sol é marco, por isso se faz notar. É a delimitação que faz borda e contém. As despedidas são assim, doem porque condensam.


ree

  • Sophia Eugênia Vieira
  • 9 de set. de 2022

Há uma ideia interessante mas controversa sobre nossa percepção do mundo e das coisas. Para Melanie Klein, as coisas existem dentro de nós primeiro para que só depois possamos concebê-las fora, como algo externo, real e independente. E não o contrário.

Na medida em que nos desenvolvemos, vamos reconhecendo os objetos externos a partir de nossas expectativas, identificações e projeções sobre eles; e tomamos contato com aquilo que faz ressonância em nós.


Enquanto habitamos o mundo, um “mundo” também nos habita. Há o mundo compartilhado, e há o mundo interno de cada um.

Por isso, a verdade absoluta das coisas será sempre inacessível, sempre um semblante.


Daí, aceitar que temos um mundo interno implica lidar com dúvidas, incertezas e imprecisões, além de responsabilizar-nos por nossos pensamentos e emoções. Ademais, é a única forma de crescer mentalmente e viver criativamente.

Bion dizia que a verdade é o alimento da mente, e esta busca pela verdade é infinita e se dá através do pensar.


Para ser capaz de pensar, é preciso tolerar a dúvida e a incerteza, conviver com meias verdades e mistérios, aprender a esperar.

Na espera, no silêncio e na solidão, somos obrigados a escutar a voz que vem de dentro.


Poder pensar as emoções e transitá-las é evolutivo. O maior e mais honesto exercício de liberdade.


Pensar sem atuar, esperando e contendo - como quem gesta - é um ato fecundo de criatividade, crescimento e apropriação de si.

O mundo que habita em mim saúda o mundo que habita em você.

Psicologia Online por Sophia Eugênia Vieira

Contato: (61) 98212-8900

bottom of page